| tualizado em 05/04/2013 Entrevista Professor Rômulo Senna (Coordenador estadual do Partido Social) |
“Não é tão fácil criar um novo partido. São 491 mil assinaturas, e é preciso estar em nove Estados. E não é só a gente. Há mais de 30 partidos tentando a legalização no Brasil. Estamos há quatro anos tentando” |
Maximiliano Soriani
(maximiliano@webdiario.com.br) De olho na corrida eleitoral de 2014, o Partido Social (PS) prepara-se para o seu nascimento, programado para 1º de maio. Na região Oeste da grande São Paulo, a função de coleta de assinaturas ficou a cargo do professor Rômulo Senna, de Itapevi. Segundo ele, a proposta da nova legenda é agregar forças políticas e trabalhar em prol de valores familiares e sociais. Na entrevista a seguir, Senna detalha um pouco sobre as intenções da nova sigla e ressalta iniciativas similares, como o recém-criado PSD do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, e da empreitada da ex-ministra Marina Silva com a Rede Sustentabilidade. O senhor é o responsável pela viabilização da coleta de assinaturas na região para criação do Partido Social. Como está esse trabalho? Somos o único partido em fundação que tem trabalho em todas as regiões, tanto que fechei Santana de Parnaíba no dia 1º deste mês. Temos trabalhado nas cidades de Osasco, Barueri, Carapicuíba, Alumínio, Cajamar, Cabreúva, Cotia, Itapevi, Jandira, Santana de Parnaíba, São Roque e Pirapora do Bom Jesus. Essas são as cidades que estamos cuidando dessa coleta de assinaturas. Quantas assinaturas vocês têm no plano nacional e regional? Em nível regional, estamos indo bem. Temos mais ou menos duas ou três mil assinaturas protocoladas porque os cartórios demoram um pouco. No nível nacional, temos 400 mil, faltando apenas 91 mil. Se hoje os cartórios eleitorais liberassem, já estaria legalizado. Só em Itapevi temos 500 assinaturas paradas, todas as cidades têm assinaturas paradas. O problema mesmo é aquela coleta em que alguém assina, essa assinatura vai para o cartório, muitas vezes o cartório não reconhece aquela assinatura, e aí atrasa o processo. Se não fosse assim, já teríamos todas as assinaturas. O problema é que, muitas vezes, a pessoa assina, faz uma rubrica, e na hora que chega no cartório eleitoral não é válida. Tivemos problemas com cidades que apresentaram 1.500 assinaturas, mas o cartório só validou 100, 150. E isso acaba desanimando alguns. Quando pretendem atingir a meta com todas as assinaturas? Neste mês, tanto que nosso projeto é lançar o partido no dia 1º de maio. Aí vamos começar a fazer as executivas em todas as cidades. Qual o respaldo nas cidades quando vocês apresentam a proposta de um novo partido? As pessoas vêem o partido como uma nova forma de fazer política. A Marina Silva está vindo com a Rede, com aquela ideologia “Heloísa Helena”, que é meio ferrenha. Conversamos com algumas pessoas da Rede e eles estão vindo com uma postura mais revolucionária. Nós não. O que queremos é agregar, fazer parte da governabilidade das cidades de São Paulo e trabalhar pelo social porque essa é a função do nosso partido, trabalhar pelo social, cuidar das pessoas e família em primeiro lugar. Fazer política de um modo diferente, não simplesmente como um curral eleitoral como o que existia em várias cidades. Se colocarmos no papel, qual seria a principal ideologia do Partido Social? A gente fala muito de reciclar ideias e transformar pessoas. Agregar. Somos um grupo e queremos outros grupos conosco. Queremos trabalhar para as cidades, para a região, não por individualismo. Procurando benfeitorias para os municípios como criação de um corredor de ônibus interligando as cidades porque isso também é importante. Como aderiu ao movimento de criação do PS? Em 2004 fui candidato a vereador aqui em Itapevi pelo PRONA. Perdi a eleição, mas fui o mais votado do partido naquela ocasião, com 218 votos. A militância já vem há muito tempo, e o Partido Social foi uma abertura. Procurando pela internet, me identifiquei, liguei, conversei e, desde então, já tem mais de um ano que estou fazendo esse tipo de trabalho. E o que o partido tem de diferencial? A forma de fazer política. O Celso Sepulvida, que é o presidente estadual, é uma pessoa de muita palavra, o que ele disser, pode escrever. Se você acredita no seu presidente estadual, você acaba acreditando nas outras pessoas. É uma pessoa de índole fantástica. O partido está programado para ser lançado oficialmente no dia 1º de maio. Quais serão as metas daí por diante? A filiação do pessoal da região e também a escolha dos candidatos a deputados estaduais e federais. Também faremos uma reunião para decidir o candidato a governo do Estado e ao Senado. Existem conversas para um candidato à presidência da República? Já existiu um tempo atrás, e hoje as conversas são por candidaturas próprias para mostrar o partido. Foi o mesmo processo que o PPL fez, que eles lançaram o Miguel [Manso à prefeitura] em São Paulo. Compensa vocês saírem com candidaturas próprias logo na criação do partido? Compensa por causa do segundo turno. É no segundo turno que se ganha espaço. O PPL, por exemplo, teve 500 mil votos no Brasil inteiro. Quais nomes da política nacional estão cogitados para integrar o Partido Social? No momento, não podemos citar nenhum nome porque, como estamos em formação, pode resultar em infidelidade partidária, tem todo esse processo. Mas temos muitos políticos da região com mandato que ajudam a gente. Há outras figuras políticas que estão apoiando a criação do PS sem, necessariamente, estarem trocando de partido? No Piauí, tem o Toim Dufrango (PSDB), que teve 30 mil votos para o Senado. Ele abraçou a causa e está com a gente. Mas tivemos conversas com outras pessoas. E vocês já contam com membros aptos a disputar as eleições de 2014? Segundo o TSE, é preciso de 0,1% [do número de candidatos] das assinaturas. Na região estamos terminando a coleta das assinaturas, e a escolha dos candidatos virá depois da reunião com a estadual. Por exemplo, um sujeito que me traz 10 mil assinaturas com certeza será candidato a deputado, tanto faz estadual ou federal. Vai de acordo com a produção dele. Queremos eleger um deputado entre 15 mil e 20 mil votos porque vamos sair com chapa fechada, com 140 candidatos. Das cidades que compõem a região Oeste da grande São Paulo, vocês estão alinhados com todos os prefeitos ou existem divergências? Os prefeitos que estão assumindo agora aceitaram bem o partido. Tivemos conversas com alguns deles. Mas não queremos ser uma moeda de troca, queremos ter nossos projetos e implementá-los dentro das prefeituras, é o único jeito porque teremos votos daqui a um ano e meio. De alguns anos para cá, o número de criação de partidos tem aumentado significamente. Recentemente tivemos o PSD, e agora, a bola da vez é a Rede de Marina Silva. Como analisa a criação de tantos partidos? Acho que é benéfico para a democracia. Se as pessoas têm condições de terem um novo ideal, isso deve ser compartilhado. Não é tão fácil criar um novo partido, são 491 mil assinaturas, e é preciso estar em nove estados, e hoje, estamos em nove. E não é só a gente, tem mais de 30 partidos tentando a legalização no Brasil, estamos há quatro anos tentando. Não começamos agora como o [ex-prefeito de São Paulo, Giberto] Kassab, que criou o PSD em sete meses, ou como a Marina Silva que está tentando em três meses. Estamos correndo atrás. Por falar na Marina Silva, o pastor Reinaldo Mota está agilizando a criação da Rede na região. O senhor teve algum tipo de contato com ele? Não, nenhum. Nem conheço o pastor. Mas a Rede veio para revolucionar, mas será só mais um partido? Eles têm a Marina Silva, terão um monte de deputados, mas será que terão tempo hábil para fazer? O site do MSN/Estadão apresentou uma matéria sobre eles pagarem para coletar assinaturas. Se estão pagando, cadê a ideologia do partido? Então, qualquer um entra. E como as pessoas interessadas em participarem do partido poderão entrar em contato? O partido está aí. As pessoas que tiverem condições de se agregarem ao partido, entre no nosso site http://partidosocial30.webnode.com, e entre em contato conosco. Se alguém tiver condições de ser candidato a deputado, vamos ter conversas sim, e podemos dialogar com todos os políticos da região. |
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Entrevista do coordenador da região oeste SP
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